2 de julho de 2009

NÓS TEMOS O ESPÍRITO DE DEUS

"Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" (1 Coríntios 3:16).
Nós podemos dizer: "Pela autoridade de Jesus eu recuso reter esse espírito de amargura que deseja dominar a minha vida. Pelo poder que me é concedido pela autoridade da [nova] aliança, eu repreendo esse espírito de amargura. Eu vou viver uma vida saudável. Eu escolho caminhar em paz". [somente] Os cristãos [genuinos] podem fazer este tipo de escolhas e exercitar esta espécie de autoridade, porque eles foram feitos à semelhança de Deus. Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem" (Gênesis 1:26). Quando Deus nos criou, Ele colocou um "porção" do Seu Espírito em nós. Alguns argumentam que nós fomos feitos simplesmente do pó da terra. Embora isso seja verdade e esteja dito em Gênesis 2 - que Deus formou o homem a partir do pó da terra -, a Escritura vai adiante e declara: "[Deus] soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente" (v. 7). Nós recebemos o folêgo da vida em nós!
Deus nos criou para sermos filhos da aliança. Embora nossos corpos sejam feitos do pó da terra, nossos espíritos foram criados a partir de Deus. A Palavra em 1 Coríntios 2:12 afirma dessa maneira:
"Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo,
e, sim,

o Espírito que vem de Deus
, para que conheçamos
o que por Deus nos foi dado gratuitamente"

(ênfase adicionada).

Deus [no princípio] concedeu-nos toda a autoridade. Adão, pecando, não exerceu o domínio para o qual Deus o havia criado e, assim, toda a humanidade foi colocada debaixo da maldição do pecado. Lemos em Romanos 6:16-18 que nos tornamos escravos sob o domínio do pecado. A humanidade renunciou à sua própria autoridade. Mas aprouve Deus colocar em andamento um plano para reverter esta situação. E foi exatamente isso que ele Ele fez.
(James L. Garlow. A Aliança, p. 93)


1 de julho de 2009

O CAMINHO DA ADVERSIDADE

"Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada" (Rm 8.18).

"...Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza..." (2Co 12.9).


O caminho da grandeza também é o caminho da adversidade. Qualquer um que quiser ser grandemente usado por Deus vai enfrentar sofrimentos em algum ponto da vida. O sofrimento não é algo que possa ser simulado ou exibido para alçar alguém para um nível espiritual mais elevado.
É um dom que Deus dá a cada indivíduo que anseia por um relacionamento mais profundo com ele. Em tempos de provação aprendemos a abandonar a auto-suficiência e buscamos a ajuda de Deus.
Se o sofrimento chegou e você está cansado sob o seu peso, leia a passagem de 2 Coríntios 12.7-10 escrita pelo apóstolo Paulo. Veja no texto a angústia oculta e o clamor secreto das orações oferecidas por um homem de Deus que estava enfrentando grandes dificuldades físicas. Lembre-se também da oposição que o esperava em quase toda cidade onde pregou.
Deus tinha um propósito para o sofrimento do apóstolo. É nas dificuldades da vida que ele desenvolve o crente para o serviço e lixa a ferrugem de sua vida. Por causa de sua origem judaica nobre e da permanente comunhão com Deus, Paulo lutou com a tentação de ficar orgulhoso. Deus em sua misericórdia permitiu que Satanás humilhasse o seu servo por meio de um sofrimento físico, para evitar que ele se exaltasse.
Até que ponto vai o amor do Pai? É grande a ponto de impedir que você se desvie do seu constante cuidado. Na provação e no sofrimento, abra os olhos para ver as mãos do Mestre feridas pelos cravos.

Senhor, no meio de minhas provações e sofrimentos,
deixa-me ver a impressão de tuas mãos feridas

pelos cravos operando em minha vida.


Às vezes Deus revela pelo menos uma parte de sua vontade a você. Outras, não. Em períodos de advensidade, isso pode provocar inquietação. Mas Deus exige que você prossiga na fé, mesmo quando a adversidade o cerca. Aceitando a vontade dele, você desfruta alegria duradoura. Isto significa que nunca sentirá tristeza nem ficará sobrecarregado pelo estresse? Claro que não! Deus chora com você, e por meio da vida do Filho dele [Jesus Cristo], ele lhe dá esperança para prosseguir. Às vezes, isso pode significar simplesmente ficar quieto sob o cuidado incessante do Senhor.

Senhor, quando a adversidade me cercar, ajuda-me a
continuar indo em frente pela fé. Eu sei que
aceitando tua vontade, encontrarei
a esperança para continuar.

(Charles Stanley. Em Sua Presença, p. 357,362)

24 de junho de 2009

NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO

"Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo" (João 3:3)
Jesus apontou a necessidade mais profunda e universal de todos os homens - uma mudança radical e completa da natureza e caráter do homem em sua totalidade. Toda a natureza do homem ficou deformada pelo pecado, a herança da queda; essa deformação moral reflete-se em sua conduta e em todas as suas relações. Antes que o homem possa ter uma vida que agrade a Deus, seja no presente ou na eternidade, sua natureza precisa passar por uma transformação tão radical, que seja realmente um segundo nascimento. O homem não pode transformar-se a si mesmo; essa transformação terá que vir de cima [de Deus].
Jesus não tentou explicar o como do novo nascimento, mas explicou o por quê do assunto. " O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3.6). Carne e espírito pertencem a reinos diferentes, e um não pode produzir o outro. A natureza humana somente pode produzir a natureza humana; e nenhuma criatura poderá elever-se acima da sua própria natureza. A natureza espiritual não passa do pai ao filho pela geração natural; ela procede de Deus para o homem por meio da geração espiritual.
O destino mais elevado do homem é viver com Deus para sempre; mas a natureza humana, em seu estado presente [em pecado], não possui a capacidade para viver no reino celestial. Portanto, será necessário que a vida celestial desça de cima para trasnsformar a natureza humana, preparando-a para ser membro desse reino.
A preparação humana. Estritamente falando, o homem não pode cooperar no ato de regeneração, que é um ato soberano de Deus; mas o homem pode tomar parte na preparação para o novo nascimento. Qual é essa preparação? Resposta: Arrependimanto e fé*.
Devido à sua natureza, a regeneração envolve união espiritual com Deus e com Cristo mediante o Espírito Santo; e essa união espiritual envolve habitação divina (2 Cor. 6:16-18; Gal. 2:20; 4:5,6; 1 João 3:24; 4:13). Essa união resulta em um novo tipo de vida e de caráter, descrito [na Bíblia] de várias maneiras; novidade de vida (Rom. 6:4); um novo coração (Ezeq. 36:26,27; um novo espírito (Ezeq. 11:19); um novo homem (Efés. 4:24); participantes da natureza divina (2 Ped. 1:4). O dever do crente é manter seu contato com Deus mediante os vários meios da graça e dessa forma preservar e nutrir a vida espiritual.
A pessoa nascida de Deus demonstrará esse fato pelo ódio que tem ao pecado (1 João 3:9; 5:18), por obras de justiça (1 João 2:29), pelo amor fraternal (1 João 4:7) e pela vitória que alcança sobre o mundo (1 João 5:4).

(Myer Pearlman. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pp. 158-160)

P.S. - *O fato de a regeneração ser uma obra de Deus dentro de nós pela qual ele nos dá vida nova nos faz concluir que é um evento instantâneo. Ocorre uma única vez. Num momento estamos espiritualmente mortos, e depois no outro temos nova vida espiritual da parte de Deus. A mudança se tornará evidente com o passar do tempo em padrões de comportamento e desejos agradáveis a Deus. [...], definimos a regeneração como o ato de Deus de despertar a vida espiritual dentro de nós, trazendo-nos da morte espiritual para a vida espiritual. Sobre essa definição, é natural entender que a regeneração vem antes da fé salvífica. De fato, é essa obra de Deus que nos dá capacidade espiritual para responder a Deus com fé. Entretanto, quando dizemos que ela vem "antes" da fé salvífica, é importante lembrar que elas aparecem tão juntas que geralmente nos parecerá que estão ocorrendo ao mesmo tempo. Assim que nos dirige o chamado eficaz do evangelho, ele nos regenera, e respondemos com fé e arrependimento a esse chamado. Assim, da nossa perspectiva é difícil perceber qualquer diferença no tempo, especialmente porque a regeneração é uma obra espiritual que não podemos perceber com nossos olhos nem mesmo entender com nossa mente.
(Wayne Grudem, Teologia Sistemática, pp. 586-87)


20 de junho de 2009

O HOMEM À IMAGEM DE DEUS

"Então disse Deus: 'Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...' (Gn 1.26-NVI).
Seria bom se refletíssemos mais frequentemente na nossa semelhança com Deus. É provável que fiquemos surpresos ao descobrir que quando o Criador do universo quis fazer algo "à sua imagem", algo mais semelhante a si do que todo o resto da criação, ele nos criou. Essa descoberta nos dá um profundo senso de dignidade e importância, pois passamos a refletir sobre a excelência de todo o restante da criação divina: o universo estrelado, a terra abundante, o mundo das plantas e dos animais e os reinos dos anjos são admiráveis, magníficos mesmos. Mas nós somos mais semelhantes ao nosso Criador do que qualquer dessas coisas. Somos a culminância da obra criadora infinitamente sábia e hábil de Deus. Apesar de ter o pecado maculado profundamente essa semelhança, refletimos ainda hoje boa parte dela e cada vez mais o faremos à medida que crescermos na semelhança de Cristo.
Porém, é preciso lembrar que, mesmo caído, o homem pecador tem a posição de ser à imagem de Deus (Gn 9.6). Todo ser humano, por mais que a imagem de Deus esteja maculada pelo pecado, pela doença, pela fraqueza, pelo envelhecimento ou por qualquer outra deficiência, traz em si ainda a condição de existir à imagem de Deus e portanto precisa ser tratado com a dignidade e o respeito devidos ao portador da imagem divina. Isso traz profundas implicações para nossa conduta diante dos outros. Significa que todas as raças merecem igual dignidade e direitos. Significa que os idosos, os gravemente doentes, os mentalmente retardados, as crianças ainda no ventre materno - todos merecem plena proteção e respeito como seres humanos. Se algum dia negarmos nossa posição singular na criação como únicos portadores da imagem de Deus, logo passaremos a depreciar o valor da vida humana, tenderemos a enxergar os seres humanos meramente como uma forma animal superior e começaremos a tratar os outros assim. Também perderemos muito do nosso senso de significado na vida.


(Wayne Grudem. Teologia Sistemática, p. 370-71)

12 de junho de 2009

CASADOS, MAS ETERNOS NAMORADOS

Certa vez, ouvindo uma palestra sobre casamento, o preletor exemplificou o tema com a seguinte história: “Um casal há muito havia perdido o romantismo entre eles. Então, o marido, em uma atitude ousada, chegou em casa e disse à sua esposa: ‘Querida, amanhã trarei à nossa casa um convidado muito especial. Quero que você vista a sua melhor roupa. Quero, também, que deixe a nossa casa um brinco. E não se esqueça de preparar uma comida bem especial’.
No dia seguinte, a mulher, apressadamente, arrumou toda a casa, deixando-a completamente limpa e cheirosa. Preparou uma comida bem saborosa. Logo depois se preparou, vestindo a sua melhor roupa.
Enfim, ela estava linda! No horário marcado, o marido chegou e tocou a campainha. Ela, com os olhos brilhando, foi logo abrir a porta para ver quem era o tal convidado. Porém, teve uma surpresa: do lado de fora estava somente o seu marido. Ela foi logo perguntando: ‘Onde está o tal convidado? Fiz tudo o que você pediu para nada? Ele não veio?’
O marido abaixou a cabeça e entristecido disse: ‘O convidado especial sou eu, meu bem! Ou não significo mais nada para você? Veja quanto tempo estamos casados e você nunca mais se arrumou assim para mim e nem mais preparou um prato especial para me esperar?’ Naquele instante, o silêncio pairou entre os dois e os olhares de um para outro diziam mais que palavras.”
Esta é uma história bem simples, porém significativa e nos deixa uma grande lição: o cuidado mútuo entre os cônjuges deve ser cultivado a cada dia. Quantos casais não sabem mais o que é namorar ou o que é sair de mãos dadas? Parece papo de pré-adolescentes apaixonados. Não, não mesmo. E se engana quem pensa assim, pois o romantismo não é privilégio restrito aos casais mais jovens, pois cada idade tem o seu esplendor e o coração jamais envelhece.
O romantismo é um dos pilares de sustentação do casamento, que, infelizmente, há muito vem sendo negligenciado. É triste dizer, mas o que mais vemos hoje são casamentos de “fachada”, aqueles que mostram uma felicidade aparente para a sociedade, entretanto, entre quatro paredes, o clima entre o casal é outro.
É interessante observar que no período de namoro é fácil colocar o romantismo em prática. Presentes pra lá e pra cá, elogios, bilhetinhos e cartas de amor, palavras de incentivo, demonstrações de carinho e afeto. No entanto, depois de casados, muitos casais parecem desaprender as diversas linguagens do amor. Começam as cobranças, as trocas de ofensas, as irritações constantes por causa de pouca coisa. O romantismo cede espaço para o desgaste do relacionamento. Com o tempo, marido e mulher perdem o desejo um pelo outro.
Assim como este marido da história teve a idéia de surpreender a sua esposa, fazendo-a refletir sobre o que estava acontecendo entre eles, da mesma forma precisamos ter força de vontade para investir no casamento. Há quanto tempo você não diz “Eu te amo” para o seu cônjuge? Talvez, nos últimos anos, você tenha se dedicado mais a outras coisas como trabalho, amizades, futebol com os amigos, sempre saindo sozinho e, principalmente, subtraindo o tempo que você teria para dialogar com seu cônjuge e filhos pelas infinitas horas em frente à TV. Um bom diálogo também faz parte do romantismo.
Não importa o mau tempo e nem o passar dos anos. Em Deus tudo se renova. O romantismo independe de uma data especial para ser colocado em prática. Por isso, transforme o seu “Dia do Nada” em uma data para lá de especial. Curta o seu cônjuge. Você verá que os resultados serão surpreendentes. Experimente!

Ana Paula Costa
Fonte: www.lagoinha.com

9 de junho de 2009

A DOR DAS PÉROLAS

Pérolas são produtos da dor. Por alguma razão desconhecida, a concha da ostra é atravessada por uma partícula estranha - um grão de areia - e ele atinge o interior. Com a entrada dessa irritação externa, todos os recursos do interior da pequena e sensível ostra se dirigem ao local e começam a liberar fluídos de cura, que são especialmente preparados para atuar nessa situação. A irritação é constantemente atacada e recoberta com o material; e a ferida curada - e a gema da ostra transformada em pérola. Nenhuma outra gema tem uma história tão fascinante. Ela é um símbolo do estresse - uma ferida curada... uma pequena e preciosa jóia concebida através da irritação, nascida da adversidade, criada pelos ajustes. Se não houvesse um ferimento, uma irritante interrupção, não haveria nenhuma pérola. Algumas ostras nunca são machucadas... e aqueles que procurarem jóia dentro delas só encontrarão um vasio.
Não seria surpresa se nossa morada celeste tivesse, em sua entrada, portões de pérola! Aqueles que o atravessarão não precisarão de explicação. Esses são aqueles que foram feridos, machucados, e responderam à dor da irritação com a pérola do ajuste.

J. B. Phillips deve ter visualizado isso quando parafraseou Tiago 1.2-4:

Quando todos os tipos de pedras entrarem em suas vidas, meus irmãos, não as expulse como invasores, mas receba-as como amigos! Entenda que vieram para testar a sua resistência. Mas permita que o processo continue até que sua resistência esteja plenamente desenvolvida. Só assim você descubrirá que se tornou uma pessoa com um caráter amadurecido...

(Charles R. Swindoll. Crescendo nas Estações da Vida, p. 174-75)


8 de junho de 2009

CRISTÃOS INTELIGENTES

"...Cristo disse que só poderíamos entrar no seu reino se nos tornássemos crianças, e muitos cristãos têm a ideia de que, desde que sejam "bons", não faz mal serem tolos. Mas isso é um engano. Em primeiro lugar, a maioria das crianças demonstra uma grande "prudência" sobre as coisas que estão interessadas, e as consideram bem sensatamente. Em segundo lugar, como indicou o apóstolo Paulo, Cristo nunca pretendeu que devêssemos permanecer crianças na inteligência; ao contrário, Ele nos disse que fôssemos não somente "símplices como as pombas" mas também "prudentes como as serpentes". Ele nos quer com o coração de menino, mas com a cabeça de adulto. Ele nos quer simples, sinceros, amorosos e dóceis como as boas crianças, mas também quer que sejamos aplicados ao nosso dever com toda a nossa inteligência e na melhor disposição de combate. Não é pelo fato de se estar dando dinheiro a uma obra de caridade que se deva deixar de averiguar se essa obra de caridade não é fraudulenta. [do mesmo modo] Não é pelo fato de se concentrar o pensamento em Deus mesmo (por exemplo, na oração), que se deva estar satisfeito com as ideias infantis que se tinha aos cinco anos de idade. Deus, na verdade, não ama menos a quem não possua uma intelegência brilhante, nem o usa menos. Ele tem lugar para quem tem pouco discernimento, mas quer que cada um use [o máximo] a inteligência que possui... Deus não aprecia a indolência intelectual, como não aprecia qualquer outra indolência, se você [prezado leitor] está querendo tornar-se um cristão verdadeiro, advirto-lhe que está embarcando em algo [muito sério] que vai exigir todo o seu ser, o seu cérebro e tudo mais... [pois] Quem com toda sinceridade procurar se tornar um verdadeiro cristão, em breve verá a sua inteligência aguçada: uma das razões porque não é preciso ter um grau de instrução especial para ser cristão é que o Cristianismo em si mesmo é um processo de apredizado [inalterável, imutável e constante]."

(Igreja Presbiteriana J. Guanabara - Boletim nº 2533)