7 de junho de 2009

O CHAMADO EFICAZ


"E aos que predestinou, também chamou;
aos que chamou, também justificou;
aos que justificou, também glorificou."
(Romanos 8.30)

Q
uando Paulo considera a maneira pela qual Deus traz a salvação até nossa vida, ele diz: " Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou (Rm 8.30). Aqui Paulo indica a ordem exata na qual as bênçãos da salvação chegam até nós. Embora há muito tempo, antes do mundo ter sido feito, Deus nos tenha "predestinado" para sermos seus filhos e para sermos conforme a imagem de seu Filho, Paulo indica que no atual processo da realização de seu propósito em nossa vida Deus nos "chamou" (aqui nesse contexto, Deus Pai é quem está especificamente em consideração). Então Paulo imediatamente alista justificação e glorificação, mostranto que estas vêm depois do chamado. Paulo indica que há uma ordem definida no propósito de Deus ao salvar (ainda que nem todo aspecto da nossa salvação seja mencioda aqui).
Quando Paulo diz "Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou (Rm 8.30), indica que o chamado é um ato de Deus. De fato, é especificamente um ato de Deus Pai, porque ele é o único que predestina as pessoas "para serem conformes à imagem de seu filho" (Rm 8.29). Outros versículos descrevem mais plenamente o que é esse chamado. Quando Deus chama as pessoas dessa maneira poderosa, ele as chama "das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2.9); ele as chama " à comunhão de seu Filho" (1Co 1.9; cf. At 2.39) e "para o seu reino e glória" (1Ts 2.12); cf. 1 Pe 5.10, 2Pe 1.3). As pessoas são chamadas por Deus "para ser de Jesus Cristo" (Rm 1.6). Elas são chamadas para "ser santos" (Rm 1.7; 1Co 1.2) e chegam ao reino da paz (1Co 7.15; cl 3.15), liberdade (gl 5.13), esperança (Ef 1.18; 4.4), santificação (1Ts 4.7), tolerância paciente no sofrimento (1Pe 2.20-21; 3.9) e vida eterna (1Tm 6.12).
A doutrina do chamado do evangelho é importante, porque se não houvesse o chamado do evangelho não seríamos salvos. "Como crerão naquele de quem nada ouviram" (Rm 10.14).
O chamado do evangelho é importante também porque através dele Deus dirige-se a nós levando em conta a plenitude de nossa humanidade. Ele não no salva "automaticamente" sem buscar uma resposta da nossa parte como pessoas integrais. Ao contrário, ele dirige o chamado do evangelho a nosso intelecto, a nossas emoções e a nossa vontade. Fala a nosso intelecto explicando os fatos da salvação em sua Palavra. Fala a nossas emoções fazendo um cordial convite pessoal para que o aceitemos. Fala a nossa vontade solicitando que ouçamos seu convite e o aceitemos de boa vontade com arrependimento e fé - convertendo-nos de nossos pecados e recebendo Cristo como Salvador, descansando nele nosso coração no que tange à salvação.
(Wayne Grudem. Teologia Sistemática, p. 579, 582-83)

DEUS TODO PODEROSO


"Eu sou o SENHOR, o Deus de toda a humanidade! Por acaso haverá algo que seja impossível para mim?" (Jeremias 32.27 - ABV).

ORAR PELA VONTADE DE DEUS

"Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual. E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz" (Cl 1.9-12).

O ato mais poderoso que alguém pode realizar é orar por outra pessoa. Com efeito, o poder não está na oração, mas no poder que Deus libera em sua resposta perfeita às nossas orações. Paulo forneceu o exemplo de uma das orações mais eficazes que podemos enunciar. Ele orou pela igreja de Colossos:
Para que fosse cheia do conhecimento da vontade de Deus. Que gesto maravilhoso pedir a Deus para deixar claro aos membros da família e amigos as decisões precisas e exatas que ele toma em cada circunstância.
Para que seus membros andassem de maneira digna do Senhor. Isto significa pedir que a vida de alguém tenha peso - conte para a eternidade e não para o tempo.
Para que dessem fruto em cada boa obra. Devemos orar pelos nossos queridos para que permaneçam tão centralizados em Cristo para que por meio deles Cristo determine sua convivência, conduta e caráter.
Para que progridam no conhecimento de Deus. Pode haver pedido mais precioso do que desejar que alguém cresça aproximando-se cada vez mais de nosso Pai celestial?
Para que sejam fortalecidos e sustentados com o poder de Deus. Dentro de um sistema mundial maligno, precisamos do poder sobrenatural de Deus para nos ajudar a suportar as tensões.
Para dar graças por serem qualificados como santos de Deus. Não há nada por que deveríamos ser mais gratos.

"Pai, hoje oro por aqueles que amo, para que sejam
cheios do conhecimento de tua vontade e andem
de maneira digna de ti. Para que dêem fruto
em toda boa obra e sejam fortalecidos
e sustentados pelo teu poder."


(Apóstolo Paulo de Tarso)


(Charles Stanley. Em Sua Presença, p. 344)

30 de maio de 2009

A GRAÇA COMUM

A graça comum (as bênçãos que Deus dá a todas as criaturas) não significa que aqueles que a recebem serão salvos. Nem o fato de receber porções excepcionalmente amplas da graça comum significa que aqueles que a recebem serão salvos. Até mesmo as pessoas mais habilidosas, mais inteligentes, mais abastadas e poderosas do mundo precisam do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas por toda a eternidade!
Quando passeamos pela rua e observamos casas e jardins, e famílias morando em segurança, ou quando fazemos negócios no mercado e percebemos os abundantes resultados do progresso tecnológico, ou quando andamos através das florestas e vemos a formosura da natureza, ou quando somos protegidos pelo governo, ou quando recebemos a educação com o vasto conhecimento humano, devemos perceber, no final das contas, que Deus em sua soberania é o responsável não apenas por todas essas bênçãos, mas também que ele as tem concedido a pecadores totalmente indignos de sequer uma delas! Essas bênçãos no mundo são não apenas evidência do poder e sabedoria de Deus, mas também manifestação da sua abundante graça. A compreensão desse fato deve fazer com que nosso coração se eleve com ações de graça a Deus em todas as atividades da vida.
(Wayne Grudem, Teologia Sistemática, p. 557)

27 de maio de 2009

A VIDA CRISTÃ

O cristão é um crente em Jesus Cristo. Esse fato óbvio não deveria escapar de nós! A palavra do evangelho se apodera de nós e, pelo poder do Espírito Santo, leva-nos das trevas para a luz, isto é, leva-nos a Cristo. O evangelho é a mensagem do reino de Deus como ela vem por meio da pessoa e obra de Jesus de Nazaré. O evangelho se centra no nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus como o modo de Deus nos salvar da morte e nos fazer membros do seu reino eterno.
Assim como começamos a vida cristã colocando toda a nossa confiança no Cristo do evangelho, da mesma forma continuamos na vida cristã. O evangelho não somente nos traz o novo nascimento e fé como cristãos; ele é o meio de Deus nos salvar totalmente. O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16), e isso significa o todo da salvação para a pessoa como um todo. Dessa forma, o evangelho nos converte, o evangelho nos sustenta na vida cristã e nos traz à maturidade. O evangelho nos traz à perfeição por meio da nossa ressurreição dentre os mortos. Assim, a vida cristã é um caminho de vitórias; um caminho no qual Deus se faz presente (Ex 23.25); um caminho no qual os triunfos são constantes (Ex 23.22); um caminho no qual o destino é incomparável (Ex 23.20). Ficaremos nós sentados à beira do caminho? Claro que não! Vamos percorrê-lo juntos, com amor, ousadia e fé!
Uma parte importante da salvação é ter a nossa mente e vontade rebeldes transformadas de forma que se tornem obedientes à Palavra de Deus. O cristão não pode mais pensar como um humanista ateu. A mente que suprime a verdade é sobrepujada pelo Espírito Santo, que a faz aceitar e crer no evangelho. Essa renovação da mente é um processo contínuo (Rm 12.2), e isso significa que o cristão desenvolve a mentalidade do teísmo cristão. Visto que nossa perfeição não é alcançada nesta vida, todos retemos certa medida de pensamento humanista. Devemos lutar continuamente para sobrepujar este mal por meio do poder do evangelho.

Fonte: According to Plan: The Unfolding Revelation of God in the Bible, Graeme Goldsworthy, p. 47-8.
Tradução de Felipe Sabino de Araújo Neto (16/03/2009)

18 de maio de 2009

ENTUSIASMO, FORÇA DA ALMA

A palavra "entusiasmo" é de origem grega e é composta da expressão en theos. Esses termos na Antiguidade denotavam o arrebatamento extraordinário daqueles que estavam sob a ação divina, estavam "em deus" (particularmente, prefiro colocar um "D" maiúsculo na segunda palavra dessa expressão). Os próprios gregos já diziam que só as pessoas entusiasmadas conseguiam superar os obstáculos cotidianos. Entusiasmada em nosso contexto, é a pessoa que está em Deus, tem a bênção de Deus e une ação e determinação para ter o resultado positivo e desejado. Quer alcançar seus sonhos? Seja entusiasmado. Quer ser entusiasmado? Busque em Deus essa força!
Quem espera a situação exterior melhorar para depois se entusiasmar continua sem um e sem outro; jamais mudará sua situação. Olhe para as pessoas que já alcançaram seus mais preciosos objetivos: elas não agiram entusiasticamente antes de consegui-los? Ou coseguiram primeiro para só depois se tornarem entusiasmadas? O entusiasmo traz o sucesso em seus empreendimentos; o contrário não é verdadeiro.

"O entusiasmo é a maior força da alma, conserva-o e nunca te faltará poder para conquistar o que desejas." Napoleon Hill

(Delair Zermiani, Trajetória de sucesso, p. 17)

16 de maio de 2009

ALBERT EINSTEIN

"Todo aquele que se dedica ao estudo da ciência chega a convencer-se de que nas leis do Universo se manifesta um Espírito sumamente superior ao do homem, e perante o qual nós, com nossos poderes limitados, devemos humilhar-nos."